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Rock & Roll Hall of Fame 2025: uma cerimónia repleta de emoções

Crédito da foto: Rolling Stone

No sábado, 8 de novembro de 2025, o Rock & Roll Hall of Fame celebrou em Los Angeles uma noite marcada pela emoção, nostalgia e energia criativa. Entre homenagens comoventes, discursos inspiradores e atuações intergeracionais, esta edição recordou que o rock não é um género estático, mas sim um espírito vivo.

Elton John homenageia Brian Wilson

Um dos momentos mais marcantes da noite foi a homenagem de Elton John a Brian Wilson, falecido em junho de 2025. Antes de se sentar ao piano, Elton contou como se conheceram pela primeira vez em Los Angeles e declarou:

«Conhecer um génio é raro. Brian mudou a minha forma de pensar a música.»

Interpretou depois uma versão comovente de “God Only Knows”, obra-prima dos Beach Boys. A sala, emocionada, levantou-se no final da canção. Este momento, simultaneamente íntimo e universal, simbolizou a passagem de testemunho entre duas gerações de compositores.

Mais do que uma simples homenagem, esta atuação encarnou a própria essência do Hall of Fame: homenagear quem transformou a música popular.

OutKast: o triunfo do hip-hop no panteão do rock

A segunda sequência memorável da noite veio de OutKast. O duo de Atlanta, formado por André 3000 e Big Boi, foi introduzido por Donald Glover (também conhecido como Childish Gambino). Num discurso vibrante, declarou:

«Atlanta não seria a Meca da música em que se tornou sem vocês.»

Em palco, André 3000 agradeceu à família, aos seus mentores e pares:

«Grandes coisas começam em salas pequenas.»

Depois dos discursos, a sala entrou em festa: Big Boi juntou-se a Doja Cat, Killer Mike, J.I.D., Tyler the Creator e Janelle Monáe para um medley explosivo que reuniu « ATLiens », « Ms. Jackson », « B.O.B. » e « Hey Ya! ».
Embora alguns internautas tenham criticado Doja Cat por se ter perdido em « Ms. Jackson », muitos elogiaram a energia geral do espetáculo. Tyler the Creator e Janelle Monáe receberam, por sua vez, uma ovação pelas suas atuações.

Esta sequência ilustrou o lugar essencial do hip-hop no panteão da música moderna. Ver OutKast homenageados no mesmo palco que Elton John ou Soundgarden é também reconhecer que o rock & roll, no seu sentido mais amplo, engloba agora todas as revoluções musicais.

Warren Zevon: o reconhecimento de um poeta maldito

Outro momento alto: a indução póstuma do cantor Warren Zevon, apresentado pelo seu amigo David Letterman. Num discurso emotivo, o antigo apresentador resumiu a carreira de Zevon em três categorias de canções:

«Conflitos, histórias de amor e lobisomens.»

Contou depois que ainda tinha a guitarra oferecida por Zevon durante a sua última aparição televisiva, antes de a entregar simbolicamente a Dave Keuning, dos The Killers.
A banda interpretou depois « Lawyers, Guns and Money », acompanhada por Waddy Wachtel, amigo e guitarrista de Zevon, usando a guitarra original do cantor.

Esta homenagem sóbria e sincera recordou que o Hall of Fame também sabe honrar os artistas discretos, mas influentes, aqueles cuja obra continua a inspirar novas gerações.

Uma noite de transmissão e contrastes

A cerimónia de 2025 ofereceu um equilíbrio raro entre emoção e energia. Elton John simbolizava a elegância do passado; OutKast, a criatividade do presente; Zevon, a memória intemporal. Tudo isto numa encenação sóbria, pontuada por vídeos de arquivo e intervenções de pares que vieram celebrar o legado dos homenageados.

A diversidade dos géneros representados — do rock clássico ao hip-hop, da pop orquestral ao folk urbano — ilustrou a transformação do Hall of Fame numa instituição universal, capaz de unir para além dos rótulos.


Fontes

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