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Top 5 dos melhores solos de bateria de Phil Collins

O que deve reter
  • Phil Collins é, acima de tudo, um baterista excecional, reconhecido como um dos maiores da sua geração.
  • O seu estilo combina sensibilidade jazz, potência rock e groove pop.
  • O break de “In the Air Tonight” continua a ser um dos momentos de bateria mais icónicos da história do rock.
  • De Genesis a Brand X, os seus solos de bateria redefiniram o que um baterista-cantor pode trazer.

A primeira vez que ouvi aquele break de toms em “In the Air Tonight”, não percebi o que tinha acabado de acontecer. Algo visceral. Reduzir Phil Collins a esse único momento é como resumir Hendrix a um feedback. Collins é, antes de mais, um baterista. Formado em jazz, passou pelo prog com Genesis, capaz de grooves cirúrgicos com Brand X. Vamos recordar cinco momentos em que as suas baquetas falaram mais alto que a sua voz.

1. “In the Air Tonight” – O break que mudou tudo

É impossível começar por outro lado. Este fill de toms que surge depois de mais de três minutos de tensão contida é provavelmente o momento de bateria mais “air-drumado” de sempre. E também o mais mal reproduzido — o próprio Collins confessou que a maioria dos bateristas o toca mal sem saber.

O que torna este momento tão poderoso é o contraste. A caixa de ritmos mantém um padrão minimalista durante três minutos. Depois, os toms do seu kit Gretsch irrompem com aquele som lendário de “gated reverb”, nascido por acidente durante as sessões de Face Value (1981) graças ao noise gate da consola SSL.

Bom saber

O som “gated reverb” foi descoberto por Hugh Padgham durante as sessões de Peter Gabriel III, nas quais Collins participou como convidado. A consola SSL tinha um noise gate integrado em cada canal — uma inovação.

2. “The Cinema Show” (ao vivo) – O baterista prog em todo o seu esplendor

Se queres entender porque Neil Peart citava Collins como influência, é aqui. Nas versões ao vivo de “The Cinema Show”, a passagem em 7/8 é um campo de jogo impressionante. Fills imaginativos, dinâmicas de jazzman, sempre ao serviço da música. Em concerto, estas secções tornavam-se verdadeiras demonstrações de bateria progressiva.

3. “Los Endos” – O duo de bateria que incendia o palco

Faixa instrumental de A Trick of the Tail (1976), “Los Endos” tornou-se em concerto o palco para um dos momentos mais aguardados dos shows dos Genesis: o duo de bateria entre Collins e Chester Thompson. Os dois bateristas, frente a frente, construíam um diálogo percussivo que crescia em intensidade até à explosão final.

Thompson, recrutado depois de Collins o ter visto com Frank Zappa, era o parceiro ideal. A sua cumplicidade evoluiu ao longo das tournées — começavam muitas vezes sentados frente a frente, batendo ritmos até encontrarem algo que encaixasse. Um momento de pura adrenalina.

Dicas Profissionais

Para trabalhar as métricas ímpares ao estilo de Collins, começa por contar em 7/8 dividindo o tempo em grupos de 2+2+3. Um par de baquetas 5B em nogueira vai ajudar-te a trabalhar a potência e o controlo.

4. “Sussudio” – O groove pop perfeito

Mudamos de registo, e é aqui que reside o génio de Collins. Depois das odisseias prog, ele entrega um groove pop de eficácia impressionante em “Sussudio” (1985). A faixa abre com um padrão de caixa de ritmos Linn LM-1 que Collins depois reproduz no kit com uma energia contagiante.

O que impressiona é a precisão. O hi-hat dança entre aberturas e fechamentos com um sentido de groove que poucos bateristas “rock” possuem. Collins aplicava aqui as suas influências Motown e R&B, essa ciência do backbeat que faz as cabeças mexerem-se.

Dica

Collins é um baterista canhoto que monta o seu kit em espelho: ride e bumbo à esquerda, charles à direita. Para reproduzir o seu toque, concentra-te na dinâmica em vez da configuração. É a sua capacidade de dosar cada batida que faz a diferença.

5. “Supper’s Ready – Apocalypse in 9/8” – A obra-prima prog

Terminamos pelo auge. “Supper’s Ready” é uma suíte de mais de 23 minutos lançada em Foxtrot (1972), e a secção “Apocalypse in 9/8” é um momento de bravura absoluta. Como o nome indica, a passagem está em 9/8 — uma métrica complexa que Collins navega com uma fluidez desconcertante, alternando força bruta e subtileza jazzística.

É a época dos Genesis de Peter Gabriel, quando a banda ultrapassava os limites do rock progressivo. Collins era então “apenas” o baterista, mas que baterista. Os seus fills devastadores nos concert toms, as suas transições entre secções, a sua capacidade de manter o groove em estruturas labirínticas — tudo está lá. Uma faixa que continua a inspirar gerações de bateristas prog.

O conselho Woodbrass

Queres entrar no som à Phil Collins? O kit Gretsch é a sua assinatura sonora. Na Woodbrass, explora a gama Gretsch Catalina Club para um som quente e vintage acessível, ou a série Renown Maple para te aproximar do ADN USA Custom.

Um baterista acima da média

O que torna Phil Collins tão especial é a sua versatilidade. Do prog ao groove pop, passando pela fusão, nunca deixou de se reinventar. O seu kit Gretsch USA Custom preto, os seus concert toms e o bumbo de 20″ tornaram-se um símbolo.

Problemas de saúde impedem-no hoje de tocar — é o seu filho Nic Collins quem pegou no testemunho na tournée The Last Domino?. O legado está intacto. O verdadeiro solo de bateria é aquele que te arrepia — mesmo 40 anos depois.

Fontes

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