Earthquaker HIZUMITAS
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Do Elk BM Sustainar ao Hizumitas: uma fuzz cult atualizada
O Hizumitas nasceu de um pedido simples e desafiador: capturar o DNA da fuzz pessoal de Wata, figura essencial nas paredes sonoras do Boris. Este pedal se inspira no Elk BM Sustainar, variante japonesa do espírito "Triangle" popularizado pelas fuzz do tipo Big Muff. O desafio é que, de um exemplar para outro, esses circuitos vintage e seus derivados podem soar muito diferentes.
A EarthQuaker Devices trabalhou a partir do pedal original para recuperar o que faz sua magia: uma saturação muito carregada, um lado granuloso quase como "alto-falante à beira da ruptura", graves enormes, mantendo médios e agudos suficientes para atravessar uma mixagem densa. Resultado: uma fuzz feita para o pesado, mas surpreendentemente clara quando se cuida do ataque e do ajuste do Tone.
Para quem é o Hizumitas?
O Hizumitas é destinado ao guitarrista (ou baixista) que busca uma fuzz com caráter afirmado, capaz de preencher o espaço sem desabar na lama. Ele se destaca em doom, stoner, sludge, noise, shoegaze, post-rock, alt rock e qualquer contexto onde se queira acordes que "respirem" e ainda assim sejam gigantescos.
É adequado tanto para iniciantes (graças a uma interface ultra simples) quanto para músicos experientes, que apreciarão sua resposta à dinâmica e aos captadores: reage muito diferente dependendo se se toca com single coils, humbuckers, captador do braço para solos cremosos, ou captador da ponte para ataques mais mordentes. Em estúdio, se encaixa facilmente em um arranjo; ao vivo, traz impacto imediato em um pedalboard orientado para som pesado.
Controles simples, reações extremas
O Hizumitas vai direto ao ponto com três potenciômetros, mas cada um tem influência marcante. O Volume oferece uma grande reserva de nível: o equilíbrio de volume fica tipicamente entre 9 e 10 horas, e além disso, o pedal pode empurrar muito um amplificador ou o estágio seguinte da sua cadeia. O Sustain atua como dosagem de ganho e compressão: pequenos ajustes já mudam a densidade, a sustentação e a sensação de "muro".
O coração da personalidade do modelo está no Tone, propositalmente atípico: girando para a direita, você destaca os graves e escurece o conjunto, com graves estrondosos; girando para a esquerda, realça mais agudos e ataque, até texturas mais incisivas. Combinado ao Sustain, esse Tone permite passar de uma fuzz densa e escura para uma fuzz mais cortante, ideal para cortar uma mixagem carregada.
No bypass, a comutação é feita por um true bypass por relé: é silencioso e confiável, mas o pedal deve estar alimentado para deixar o sinal passar (mesmo no bypass). Alimenta-se com 9 V DC centro negativo e não deve ser usado com tensão mais alta.
O som
O Hizumitas se destaca por uma fuzz pesada, saturada e com muito sustain, com uma textura subjacente que lembra uma membrana maltratada, mantendo uma separação de notas surpreendente para esse nível de ganho. Os power chords ficam imensos, os acordes abertos mantêm definição, e as linhas em single note ganham uma dimensão "cantante" e densa, especialmente no captador do braço.
Sua assinatura sonora é especialmente apreciada em registros massivos e texturizados, o que explica sua presença em universos que vão do rock experimental ao metal atmosférico. Entre os músicos associados a este pedal, destacam-se Wata (Boris), mas também artistas conhecidos por sua abordagem de texturas e som pesado como Jonny Greenwood, Buzz Osborne, Neige e Frank Iero. Em um amplificador já quente, ele engrossa e estica a saturação; em um amplificador mais limpo, constrói um muro de fuzz imediatamente utilizável. Se você gosta de esculpir um "carpet fuzz" sombrio, o Tone para a direita é um deleite; se busca mais mordida e presença, traga-o para a esquerda e deixe o pedal falar com o ataque.
Especificações técnicas
| Efeitos | Fuzz, Effects | Tipo | type_secteur |
| Tecnologia | EFGB_technologie_analogique | Utilização | sta_des_gui_ele |
| Formato | EFGB_presentation1357 | cor | Roxo |
| Dimensões | 121 x 64 x 57 mm (com os botões) | Impedância de saída | inferior a 10 kOhm |
| Tipo de efeito | fuzz | Alimentação requerida | 9 V DC, centro negativo, conector barril 2,1 mm |
| Comutação | true bypass por relé (alimentação necessária para deixar o sinal passar) | Consumo | 10 mA |
| Impedância de entrada | cerca de 150 kOhm | Uso | não usar com tensão mais alta |
Questions fréquentes
Que som produz a fuzz Earthquaker Hizumitas?
Inspirada num Elk BM Sustainar, esta fuzz entrega uma saturação carregada com um grave imponente. Mantém médios e agudos suficientes para conservar presença numa mistura densa.
Como funciona o controlo Tone?
O controlo Tone funciona de uma forma invulgar: para a direita, reforça os graves e escurece o sinal. Para a esquerda, destaca mais os agudos e o ataque. Associado ao Sustain, permite obter um som mais escuro ou mais incisivo.
Que alimentação é necessária para a Hizumitas?
A alimentação requerida é uma fonte 9 V CC com centro negativo, conector de barril de 2,1 mm e consumo de 10 mA. Não deve ser utilizada uma tensão superior.
Pode a Hizumitas ser usada com um baixo?
O pedal é indicado para guitarra elétrica e destina-se também a baixistas que procuram uma fuzz com baixos no espectro massivo.
Quais são as dimensões e o tipo de comutação deste pedal?
A comutação baseia-se num bypass por relé, que necessita de alimentação para deixar passar o sinal. A caixa mede 121 x 64 x 57 mm, botões incluídos.



