Billaudot Zavaro Pascal - Os impérios da Lua
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Resumo desta partitura
Esta obra contemporânea original propõe uma experiência de "música sem instrumentos" articulada em cinco movimentos: Tocar, Provar, Olhar, Cheirar e Ouvir. O maestro, colocado no meio dos intérpretes e de costas para o público, atua tanto como árbitro quanto oficiante, organizando a energia coletiva e a precisão das intervenções. Os movimentos se encadeiam sem interrupção, reforçando a sensação de ritual cênico e a continuidade da escuta.
A partitura não exige "canto" no sentido tradicional: as pautas e os sinais descrevem antes entonações relativas da linguagem falada, modos de jogo vocais (sons bucais, sopros), impactos percussivos e ações gestuais. O objetivo sonoro é claramente formulado: todos os sons emitidos devem permanecer cheios e homogêneos, o que implica uma preparação individual e coletiva, tanto no plano técnico quanto na concentração. Os silêncios, por sua vez, nunca são neutros: devem ser habitados por uma presença atenta, como uma tensão suspensa "em direção à Lua".
Cada movimento impõe uma cor específica. Em Tocar, o intérprete bate em seu próprio corpo nos locais indicados, construindo uma percussão corporal estruturada. Provar privilegia os sons da boca, da língua e da deglutição, as onomatopeias devendo ser interpretadas como verdadeiras matérias sonoras. Olhar torna-se majoritariamente silencioso: os músicos atuam então como mímicos ou atores de cinema mudo, com gestos e atitudes voluntariamente acentuados. Cheirar destaca os sons da respiração, sopros e sonoridades aéreas, enquanto Ouvir instala uma inquietação cênica voltada para os bastidores, funcionando também como um "pot-pourri" que recapitula modos de jogo anteriores. Encomendado pelo Conservatório Maurice Ravel (Paris), esta partitura destina-se particularmente a conjuntos, conservatórios e ateliers de criação que desejem trabalhar a precisão rítmica, a escuta fina e a teatralidade do som.
Especificações técnicas
| Género musical | Clássica | Obra | Partituras |
| Instrumentação | dois grupos de músicos sem instrumentos (com maestro no centro) | Idioma | francês |
| Gênero | partitura contemporânea / obra cênica | ||
Questions fréquentes
Que instrumentação é necessária para Les Empires De La Lune de Pascal Zavaro?
A obra é escrita para dois grupos de músicos sem instrumentos, com um maestro colocado ao centro. O maestro dirige de costas para o público e organiza as intervenções coletivas.
Les Empires De La Lune utiliza canto tradicional?
A notação não exige canto no sentido tradicional. As pautas indicam entonações da linguagem falada, sopros, ruídos bucais e impactos percussivos.
Quais são os cinco movimentos desta partitura?
Os cinco movimentos intitulam-se Toucher, Goûter, Regarder, Humer e Écouter. Eles sucedem-se sem interrupção.
Como se executa o movimento Regarder?
Em Regarder, a execução é maioritariamente silenciosa. Os intérpretes usam gestos e atitudes acentuadas, numa abordagem de mímica ou de cinema mudo. A presença cénica participa diretamente na escrita do movimento.
Esta obra é adequada para um atelier de criação num conservatório?
A partitura, encomendada pelo Conservatoire Maurice Ravel de Paris, destina-se nomeadamente a agrupamentos e conservatórios. O trabalho incide sobre a precisão rítmica, a escuta coletiva e a teatralidade do som.



